O Pensador (francês: Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor
francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando
com uma poderosa força interna.
Numa breve reflexão sobre o significado desta obra, é
impossível escapar à pergunta: em que pensa o pensador? Aquela imagem de
meditação profunda, aquela atitude de introspecção meditativa não apela, a meu
ver, para o simples ato de raciocínio.
Talvez ele pense na natureza dos próprios pensamentos.
Porque pensar é também um ato que advém da alma e não apenas da inteligência.
Na verdade, pensar é muito mais que raciocinar. O cérebro pode escravizar e
alienar o ser humano, tanto quanto a sua dimensão física.
O pensador de Rodin pensa e sente; talvez chore e ria;
talvez o faça apenas dirigindo-se ao seu próprio interior. Porque a nudez do
corpo nada diz sobre a imensidão do seu íntimo. A nudez exprime a dimensão
estética; a reflexão explora toda a dimensão da alma.
Talvez hoje, mais de um século passado sobre a obra de
Rodin, seja necessário pensar um pouco mais na inutilidade da dimensão física e
na escravidão do raciocínio. Talvez o convite deste pensador seja o retorno ao
universo imenso e encantador da alma; onde a poesia e a arte preenchem a
espírito; onde o sentido da vida se resume ao verdadeiro sentir, ao mundo
encantado, mas profundamente humano das emoções e dos sentimentos; ao universo
infinito onde se encontra a alegria, o amor e a felicidade.
Acesso em:
http://artepoeticaencontros.blogspot.com.br/2010/04/o-pensador-augusto-rodin.html


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