Templates da Lua

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Eu vou...

Lá vou eu!
Navegando...
Cruzando céus e mares
Tendo a lua como guia
A minha nau balanceia
sobre as ondas
Faltam os remadores...
A força do vento
O cheiro do mar
Inebria...
Espero.
Deixo que as ondas me levem
rumo a calmaria
Até lá,
Passarei nas corredeiras
enfrentando o medo...
o barulho,
a solidão...
Onde estás que não me ajudas?
Algo motiva-me:
A certeza que as palmeiras
me aguardam
A serenidade do sol...
A alegria do reencontro...
Não desisto.

É chegada a hora!


Hora de sorrir
de correr solto, voar
chegar no mais alto céu
e deparar-se com o sonho
eterno sonho de ser
livre dos agrilhões
da burocracia
livre das faces
enfadonhas
Dos sorrisos falsos, fingidos
Falsidade que corta,
dilacera, mutila...
No findar das horas,
Mesmo sob os clichês sociais,
mesmo sob a birra doutrinal
levantar o pescoço e caminhar,
Pois, é chegada a hora.

domingo, 10 de maio de 2009

Grande questão!


Blogar ou não blogar, eis a questão!
Decidi: bloguei. Conectei-me a esse cantinho disposta a colocar minha cara nele. E o espantoso é que a cara se constrói a cada dia.
Dias de intensa alegria...de profunda melancolia.
Noites de se achar e se perder em risos.
E agora defronto-me com um grande desafio: ”exercitar a leveza do ser” com palavras também leves. Se alguém tiver alguma sugestão prática de como se faz isso, quando na verdade a vida nos dá um sobrepeso, por favor, opine, intrometa-se.

sábado, 9 de maio de 2009

Registrando...



Precisa-se de rimas
Para falar do momento?
Momento único.
Flash instantâneo.
Registro impagável de algo
Que se viveu
Intensamente...
Imensamente...
E sorrateiramente se perdeu.
Não volta mais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Era uma vez....


Na caatinga nordestina, um bichinho do mato vivia a perambular a procura de novos horizontes.
Mudou o rumo, seguiu o prumo e embrenhou-se noutra vegetação cheia de seres iluminados, esquisitos e por que não, atraentes.
Porém, o caminho lhe propôs desafios. BM que se preze tem que romper o casulo, o que significa usar novas roupas, olhar com outros olhos, ouvir mais sons, saborear outros sabores...
E os dias passam, o tempo voa...e o BM continua numa boa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Adeus aos guardanapos!


E a mania de desabafar persistiu, agora não mais em pedaços de guardanapos ou rascunhos. Chegou a vez da minha agenda!

Agenda dos desabafos:
Dos planos por muitas
vezes frustrados;
Dos programas falidos,
Dos anseios sonhados,
ora perdidos.
Da sabedoria ouvida,
do lamento soado;
da voz que cala;
do silêncio zumbido.
Das reuniões enfadonhas,
embora um tanto discutidas,
aprendidas.
Agenda solitária, por que não solidária?
Em lembrar dos esquecidos,
em sonhar o impossível,
em desejar o infindável...
E novamente...sempre, de registrar...
Registrar o que é importante,
e até o desnecessário.
Folhas em branco no descortinar de
palavras no silêncio.
Que preenche suas lacunas ao dar-se conta
Da solidão paradoxal.
Solidão que não chega a doer,
mas que perde-se no meio de tantas
diversas coisas que aqui se escreve.
Coisas das quais não se entende mais,
as quais se deseja lembrar de esquecer, apagar.
E os dias seguintes, passados, presentes não
se ajustam, apenas transcorrem com sua
variedade ímpar.
E conclui sua trajetória
com a ousadia e coragem em denunciar
sua pretensa existência.

sábado, 2 de maio de 2009

Primeiros passos



Em determinado momento na minha vida, eu achei que era preciso desabafar apenas com as páginas em branco, então comecei a aproveitar aqueles momentos onde as palavras pareciam soltar-se de meus dedos.

Desabafo...?

Só se for de risadas reprimidas...
De peidos presos...
De espirros trancados.

No que tange ao restante da minha vida,
estou tranqüila.
Muito tranqüila...relax...
Mas todo excesso é crime.
Estou muito relaxada e
instável emocionalmente.
Não sei bem o que quero,
nem o que procuro.
“Perdi-me dentro de mim, porque sou labirinto”.