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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ser


Ser eu mesma
Significa ter personalidade,
tomar decisões e
arcar com as consequências.
Acima de tudo, Ser eu,
implica em aceitar-me
do jeito que eu sou.
Reconhecer fraquezas,
mesmo que as não mereça.
Sorrir, reconhecer e
saber que mesmo
o ser mais fraco
tem seu lado belo:
Seu sorriso franco e sincero
entre lágrimas de
tristeza ou alegria
E com isto
peitar-se em fazer
poesia sem rima, sem som
ou melodia.
Apenas poesia para quem nela acredita
e assim impingir luz, som e magia.

Para ouvir

Eu tenho um pouco de girassol. (Van Gogh)

papagaio123

Vaso com doze girassóis(janeiro de 1889).Philadelphia Museum of Art, Filadélfia.     

Uma luz, que na falta de palavra melhor, não posso denominá-la de outro modo, senão amarela. (Van Gogh sobre os girssóis)

Para superar esse elevado tom de amarelo a que cheguei neste verão, tiver de superar limites. (Van Gogh em carta ao irmão Theo)

Ao se falar sobre a obra de Vincent van Gogh, logo vem à nossa mente os seus belos girassóis. O artista holandês não foi o primeiro a eleger tão belas flores como tema, mas, sem dúvida, nenhum outro pintor deu-lhes tamanha vitalidade e força, como o fez Van Gogh.

A famosa série de girassóis (sete quadros com um número de três, cinco, doze e quinze girassóis) exigiu muita dedicação e urgência do pintor, pois, se as flores eram colocadas num vaso de manhã cedo, murchavam ao fim de algumas horas. Como Van Gogh tinha como característica a rapidez com que pintava, era recompensado pela velocidade ao pintar seus girassóis. Nenhum outro pintor poderia captar a beleza que ele imprimia em suas telas, resultante da presteza de seu olhar diante da transitoriedade das flores. O amarelo dos girassóis vinha carregado da mais pura magia, com se nele estivessem agregados pedaços do sol.

O girassol sempre esteve ligado à simbologia, representando fecundidade, vida e nostalgia, em função de sua relação com o astro rei. Como um ser devoto, ele se ajoelha diante do sol, acompanhando-o na sua trajetória de vida, recebendo a luz que dele emana com abundância. Apenas na sua maturação, o girassol cessa a sua reverência, paralisando-se na posição da nascente. Talvez seja por isso que Van Gogh tenha se encantado tanto com os girassóis.

Embora o artista tenha dado início à temática dos girassóis em Paris, abandonando as tonalidades do cinza e buscando uma escala de cores mais vivas, foi em Arles, para onde partira em busca de luminosidade, que encontrou a explosão do amarelo, ou seja, foi onde encontrou a mais alta nota amarela, que já vinha buscando na capital parisiense.

Quando observamos a série de girassóis de Van Gogh, somos tomados pela exuberância da cor amarela, que invade toda a tela, diante de nossos olhos extasiados. Ali também encontramos os tons vermelhos, azuis e verdes que parecem ter a função de apenas realçar a luminosidade do amarelo.

Ao pintar sua série de girassóis, Van Gogh tinha como objetivo decorar o seu ateliê, preparando-o para receber o seu amigo, também pintor, Gauguin, pois sabia que ele também tinha predileção pelo tema. De modo que as pinturas foram penduradas no quarto de hóspedes. O pintor holandês pensava em pintar muitos outros quadros sobre girassóis, mas acabou não concretizando seu objetivo. Perfeccionista, Van Gogh só considerou bons, dois dos quadros pintados, colocando neles a sua assinatura.

Van Gogh sempre deixou claro que Os Girassóis estavam inclusos entre as suas obras mais importantes, pelo modo como os pintou, usando apenas uma gama de cor – o amarelo e sutis matizes de linhas vermelhas e azuis.

Todos os amigos do pintor conheciam o amor que ele nutria pelos girassóis. Adeline Ravoux, filha dos donos da pensão, onde Van Gogh se hospedava antes de dar fim à vida, assim se expressou, ao falar sobre seu enterro:

Seus amigos trouxeram muitas flores amarelas, principalmente dálias e girassóis.
Segundo alguns diagnósticos não comprovados, Vincent van Gogh sofria de xantopsia (visão dos objetos em amarelo) e, por essa razão, dava-se o exagero do amarelo em sua pintura. Outra teoria fala sobre o uso de digitalis, receitado pelo doutor Cachet, que poderia ter ocasionado sua visão amarelada. E outros documentos ainda relatam que na verdade ele era daltônico. Trocando em miúdos, quanto mais famoso é o gênio, maior é o número de teorias.

Assim como o girassol transforma seu olhar apaixonado pela luz do sol que a tudo dá vida (…), a Arte da Pintura, por inata inclinação, animada por um fogo sagrado, segue a beleza da Natureza. (Joost van der Vondel, poeta holandês no século XVII)
(*) Doze Girassóis numa Jarra (1888)

É tida como uma das melhores e mais famosas obras do pintor holandês, tendo sido trabalhada com pouquíssima cor, além do amarelo, façanha técnica quase inigualável. Encontra-se entre as telas mais famosas do mundo. Tal sucesso e reconhecimento contrastam com a vida de Van Gogh que sempre viveu com extrema dificuldade e à margem da sociedade da época.

Fontes de pesquisa:
Mestres da Pintura/ Editora Abril
Grandes Mestres da Pintura/ Coleção Folha
Van Gogh/ Editora Taschen
Van Gogh/ Girassol

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O melhor de Chopin



Acabei por concordar que no Recanto do BM há espaço também para outros posts que não sejam as "garatujas e pretensos devaneios poéticos".
Por que não compartilhar o que me inquieta, o que me toca? Ou mesmo o que me faz pensar? Grandes clássicos. O que entendo? Quase nada. Como arte, me toca. Ainda que o conhecimento não seja vasto é suficiente para me fazer sensível a música. Hoje, o The best of Chopin me acalma. 
Um resumo biográfico você encontra aqui: http://educacao.uol.com.br/biografias/frederic-chopin.jhtm



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Eu vou...

Lá vou eu!
Navegando...
Cruzando céus e mares
Tendo a lua como guia
A minha nau balanceia
sobre as ondas
Faltam os remadores...
A força do vento
O cheiro do mar
Inebria...
Espero.
Deixo que as ondas me levem
rumo a calmaria
Até lá,
Passarei nas corredeiras
enfrentando o medo...
o barulho,
a solidão...
Onde estás que não me ajudas?
Algo motiva-me:
A certeza que as palmeiras
me aguardam
A serenidade do sol...
A alegria do reencontro...
Não desisto.

É chegada a hora!


Hora de sorrir
de correr solto, voar
chegar no mais alto céu
e deparar-se com o sonho
eterno sonho de ser
livre dos agrilhões
da burocracia
livre das faces
enfadonhas
Dos sorrisos falsos, fingidos
Falsidade que corta,
dilacera, mutila...
No findar das horas,
Mesmo sob os clichês sociais,
mesmo sob a birra doutrinal
levantar o pescoço e caminhar,
Pois, é chegada a hora.

domingo, 10 de maio de 2009

Grande questão!


Blogar ou não blogar, eis a questão!
Decidi: bloguei. Conectei-me a esse cantinho disposta a colocar minha cara nele. E o espantoso é que a cara se constrói a cada dia.
Dias de intensa alegria...de profunda melancolia.
Noites de se achar e se perder em risos.
E agora defronto-me com um grande desafio: ”exercitar a leveza do ser” com palavras também leves. Se alguém tiver alguma sugestão prática de como se faz isso, quando na verdade a vida nos dá um sobrepeso, por favor, opine, intrometa-se.

sábado, 9 de maio de 2009

Registrando...



Precisa-se de rimas
Para falar do momento?
Momento único.
Flash instantâneo.
Registro impagável de algo
Que se viveu
Intensamente...
Imensamente...
E sorrateiramente se perdeu.
Não volta mais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Era uma vez....


Na caatinga nordestina, um bichinho do mato vivia a perambular a procura de novos horizontes.
Mudou o rumo, seguiu o prumo e embrenhou-se noutra vegetação cheia de seres iluminados, esquisitos e por que não, atraentes.
Porém, o caminho lhe propôs desafios. BM que se preze tem que romper o casulo, o que significa usar novas roupas, olhar com outros olhos, ouvir mais sons, saborear outros sabores...
E os dias passam, o tempo voa...e o BM continua numa boa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Adeus aos guardanapos!


E a mania de desabafar persistiu, agora não mais em pedaços de guardanapos ou rascunhos. Chegou a vez da minha agenda!

Agenda dos desabafos:
Dos planos por muitas
vezes frustrados;
Dos programas falidos,
Dos anseios sonhados,
ora perdidos.
Da sabedoria ouvida,
do lamento soado;
da voz que cala;
do silêncio zumbido.
Das reuniões enfadonhas,
embora um tanto discutidas,
aprendidas.
Agenda solitária, por que não solidária?
Em lembrar dos esquecidos,
em sonhar o impossível,
em desejar o infindável...
E novamente...sempre, de registrar...
Registrar o que é importante,
e até o desnecessário.
Folhas em branco no descortinar de
palavras no silêncio.
Que preenche suas lacunas ao dar-se conta
Da solidão paradoxal.
Solidão que não chega a doer,
mas que perde-se no meio de tantas
diversas coisas que aqui se escreve.
Coisas das quais não se entende mais,
as quais se deseja lembrar de esquecer, apagar.
E os dias seguintes, passados, presentes não
se ajustam, apenas transcorrem com sua
variedade ímpar.
E conclui sua trajetória
com a ousadia e coragem em denunciar
sua pretensa existência.

sábado, 2 de maio de 2009

Primeiros passos



Em determinado momento na minha vida, eu achei que era preciso desabafar apenas com as páginas em branco, então comecei a aproveitar aqueles momentos onde as palavras pareciam soltar-se de meus dedos.

Desabafo...?

Só se for de risadas reprimidas...
De peidos presos...
De espirros trancados.

No que tange ao restante da minha vida,
estou tranqüila.
Muito tranqüila...relax...
Mas todo excesso é crime.
Estou muito relaxada e
instável emocionalmente.
Não sei bem o que quero,
nem o que procuro.
“Perdi-me dentro de mim, porque sou labirinto”.